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Seguro Vida Crédito Habitação: capital fixo ou capital decrescente?

Manuel Mello|23 de março de 2026|3 min de leitura
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Na contratação de um seguro vida crédito habitação, é possível escolher entre um capital decrescente e um capital fixo. As duas modalidades são semelhantes na essência, mas têm uma diferença importante no momento em que o seguro é acionado.

Ambas as opções protegem os titulares do empréstimo em caso de morte ou invalidez, com coberturas, exclusões e idades de permanência muito semelhantes. A grande diferença está na forma como o capital seguro evolui ao longo do tempo.

Como funciona o capital decrescente

No capital decrescente, o valor seguro vai diminuindo ao mesmo ritmo do empréstimo bancário. À medida que as prestações são pagas ao banco, o capital em dívida baixa e a apólice acompanha essa evolução.

Esta é a modalidade mais comum no crédito habitação, porque está alinhada com o montante efetivamente em dívida.

Como funciona o capital fixo

No capital fixo, o valor seguro mantém-se inalterado durante toda a vigência da apólice, mesmo que o empréstimo vá sendo amortizado ao longo dos anos.

Isto significa que o seguro continua sempre com o mesmo valor contratado, independentemente da redução da dívida ao banco.

Qual é a vantagem do capital fixo?

A principal vantagem está no valor remanescente que pode ser pago aos beneficiários.

Se o seguro for acionado por morte ou invalidez de um dos titulares, a seguradora paga primeiro o valor em dívida à entidade bancária. Depois disso, o remanescente do capital seguro pode ser entregue aos beneficiários designados na apólice.

Exemplo prático

Imagina o seguinte caso:

  • o Sr. João e a Sra. Maria contrataram um seguro de vida crédito habitação com capital fixo de 100.000 euros;

  • alguns anos depois, o valor em dívida ao banco desceu para 50.000 euros;

  • ocorre o falecimento de um dos proponentes seguros.

Neste cenário, o seguro é acionado e:

  • o banco recebe os 50.000 euros em dívida;

  • os restantes 50.000 euros podem ser entregues aos beneficiários indicados na apólice.

Ou seja, com o capital fixo, não é apenas o banco que é protegido. Também pode existir uma vantagem financeira adicional para a família.

O que acontece no capital decrescente?

Nos seguros com capital decrescente, o valor seguro acompanha a redução do empréstimo. Quando o seguro é acionado, o banco recebe o montante em dívida, mas normalmente já não existe valor remanescente para os beneficiários.

Isto acontece porque o capital contratado vai diminuindo ao longo do tempo, ficando alinhado com o saldo em dívida.

O capital fixo tem custo adicional?

Em regra, não existe um custo extra apenas por o capital ser fixo.

No entanto, como o valor seguro mantém-se mais elevado durante toda a vigência da apólice, o prémio tende a subir ao longo dos anos, à medida que os titulares envelhecem. Esta evolução é normal nos seguros de vida.

Conclusão

O capital fixo pode ser uma opção interessante para quem quer garantir não só a proteção do banco, mas também deixar um valor adicional aos beneficiários em caso de morte ou invalidez.

Já o capital decrescente é mais ajustado ao montante em dívida e costuma ser a solução mais comum no crédito habitação.

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