Seguro Vida Crédito Habitação: capital fixo ou capital decrescente?
Na contratação de um seguro vida crédito habitação, é possível escolher entre um capital decrescente e um capital fixo. As duas modalidades são semelhantes na essência, mas têm uma diferença importante no momento em que o seguro é acionado.
Ambas as opções protegem os titulares do empréstimo em caso de morte ou invalidez, com coberturas, exclusões e idades de permanência muito semelhantes. A grande diferença está na forma como o capital seguro evolui ao longo do tempo.
Como funciona o capital decrescente
No capital decrescente, o valor seguro vai diminuindo ao mesmo ritmo do empréstimo bancário. À medida que as prestações são pagas ao banco, o capital em dívida baixa e a apólice acompanha essa evolução.
Esta é a modalidade mais comum no crédito habitação, porque está alinhada com o montante efetivamente em dívida.
Como funciona o capital fixo
No capital fixo, o valor seguro mantém-se inalterado durante toda a vigência da apólice, mesmo que o empréstimo vá sendo amortizado ao longo dos anos.
Isto significa que o seguro continua sempre com o mesmo valor contratado, independentemente da redução da dívida ao banco.
Qual é a vantagem do capital fixo?
A principal vantagem está no valor remanescente que pode ser pago aos beneficiários.
Se o seguro for acionado por morte ou invalidez de um dos titulares, a seguradora paga primeiro o valor em dívida à entidade bancária. Depois disso, o remanescente do capital seguro pode ser entregue aos beneficiários designados na apólice.
Exemplo prático
Imagina o seguinte caso:
o Sr. João e a Sra. Maria contrataram um seguro de vida crédito habitação com capital fixo de 100.000 euros;
alguns anos depois, o valor em dívida ao banco desceu para 50.000 euros;
ocorre o falecimento de um dos proponentes seguros.
Neste cenário, o seguro é acionado e:
o banco recebe os 50.000 euros em dívida;
os restantes 50.000 euros podem ser entregues aos beneficiários indicados na apólice.
Ou seja, com o capital fixo, não é apenas o banco que é protegido. Também pode existir uma vantagem financeira adicional para a família.
O que acontece no capital decrescente?
Nos seguros com capital decrescente, o valor seguro acompanha a redução do empréstimo. Quando o seguro é acionado, o banco recebe o montante em dívida, mas normalmente já não existe valor remanescente para os beneficiários.
Isto acontece porque o capital contratado vai diminuindo ao longo do tempo, ficando alinhado com o saldo em dívida.
O capital fixo tem custo adicional?
Em regra, não existe um custo extra apenas por o capital ser fixo.
No entanto, como o valor seguro mantém-se mais elevado durante toda a vigência da apólice, o prémio tende a subir ao longo dos anos, à medida que os titulares envelhecem. Esta evolução é normal nos seguros de vida.
Conclusão
O capital fixo pode ser uma opção interessante para quem quer garantir não só a proteção do banco, mas também deixar um valor adicional aos beneficiários em caso de morte ou invalidez.
Já o capital decrescente é mais ajustado ao montante em dívida e costuma ser a solução mais comum no crédito habitação.
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